A Energia Invisível

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Artigo escrito por Pedro Teixeira, para a Revista Corporate Offices Premium / Outubro de 2014

“É possível um motor oferecer mais energia do que consome? para as leis da Física, não. Mas inúmeras tentativas pelo mundo em busca da máquina perpétua, que se auto-sustenta. Cientistas brasileiros desenvolveram um modelo de ventilador cujo motor poderia acender uma lâmpada de LEDs e ainda economizar a energia enquanto trabalha. Por pouco o produto não atinge a tão almejada auto-sustentação.”

“O vazio é um problema tão profun­do que poderia ser o ponto de partida de uma nova física”. A afirmativa do físico belga Edgard Gunzig é apenas mais um do da corrente de cientistas que ao longo de séculos fazem coro ao pensamento de Aristóteles: há energia no éter. Mas, como seria possível provar existência dela, e consequentemente, como extraí-la?

Depois de quase 14 bilhões de anos do Big Bang, a expansão contínua do uni­verso leva muitos estudiosos à crença de que exista uma energia que o mova. Se constatada, essa força invisível poderia fazer o planeta orbitar ao redor de uma nova etapa de evolução industrial, na qual máquinas extrairiam energia do vácuo. Seria o fim da destruição da natureza. Utopia?

Três engenheiros paulistanos do Insti­tuto Keppe e Pacheco de ciência e tecno­logia, fundamentados na teoria de Nor­berto Keppe, um físico autodidata que defende a existência de energia acumula­da no espaço antes mesmo da existência da matéria, desenvolveram um motor que acrescenta uma peça a mais no intrincado quebra-cabeça cientifico tecnológico de máquinas movidas à energia escalar, estabelecida por Nikola Tesla em 1917.

Embora não tenha havido medição de energia no espaço, a teoria de Keppe já foi captada pelo mercado na forma de ventiladores acionados por motores podem economizar até 90% de energia na velocidade mínima quando comparados aos motores convencionais monofásicos de indução. Como alternativa, podem até gerar energia para acender limpadas LED acopladas ao produto graça ao sistema STEM (Sistema Turbo Eletromagnético) – no qual a máquina trabalha concomitantemente como motor e gerador.

“Isso é inovador no mundo dos motores. Sabe-se que motores de corrente contínua ou máquinas síncronas podem funcionar como motores ou como geradores, mas não como os dois ao mesmo tempo.  Esta característica só é encontrada no Keppe Motor”, afirma Cesar Soós, um dos enge­nheiros desenvolvedores.

Os fabricantes do ventilador de teto Universe garantem: o novo motor consome apenas 28,5W na velocidade máxima de 402 rpm e é o único Bivolt automático (127V-220V) da categoria, ou seja, pode ser ligado em qualquer tomada sem risco de danos e ainda se conservar em tomo de 5°C acima da temperatura ambiente, ou seja, bastante abaixo da média de 60 graus de seus mais de 500 concorrentes no mercado nacional.

A alta eficiência e economia do produto prometem reduzir os custos de ener­gia em até 15%, se ligado em conjunto com o ar-condicionado. Os ventiladores com o Keppe Motor também facilitam o uso de painéis fotovoltaicos, reduzindo sensivelmente a quantidade necessária e o custo desses dispositivos para seu fun­cionamento.

A façanha representa um grande passo em direção à busca por alternativas energéticas de consumo econômico. Os ventiladores de teto da linha Keppe Motor Universe ganharam Certificação lnmetro Procel Selo A, o que o torna reconhecido como o mais eficiente e econômico pro­duto do mercado.

Soós afirma que o Keppe Motor pode ser desenvolvido para substituir qual­quer outro motor elétrico convencional existente. “O Keppe Motor é uma reali­dade que veio para ficar e mover nossas máquinas no futuro. Em princípio, ele pode operar desde um micromotor de fe­chadura até uma máquina de mais de mil cavalos de força.

O Keppe Motor está de­senvolvido hoje até um cavalo de força e atualmente nossos engenheiros estudam sua aplicação em veículos automotivos como bicicletas, scooters e automóveis”, revela.

O problema profundo do vazio citado por Edgard Gunzig já parece ser tocado em sua superfície por um ventilador.

O MOTOR E A ÁGUA-VIVA

Em 88, Christian  Sommer em sua viagem de férias capturou para estudo uma pequena espécie de água-viva da espécie Turritopsis nutricula. No labo­ratório, o estudante alemão de biologia marinha percebeu que o animal se re­juvenescia quando exposto ao estresse ou ataque. Sommer descobriu que o organismo eterno dessa água-viva pas­sa pelo processo de transdiferenciação celular, ou seja, um tipo de célula se transforma em outro.

A água-viva imortal suscita o enten­dimento de que o universo material na visão Keppeana obtém mais energia do que produz.

“Isso significa que gerar movimento a partir da energia do es­paço não é uma fantasia”, justifica Soós ao defender teoria de Keppe de que a energia não vem da matéria, mas pelo contrário, ela é anterior, chamada por ele de Energia Essencial, que é infinita e existe em toda parte, em todo o universo.

Norberto Keppe escreveu em 96 o li­vro A Nova Física da Metafísica Desin­vertida. De acordo com Soós, Keppe o físico chegou às suas conclusões partin­do de estudos no campo da metafísica Aristotélica.

A explicação pode parecer um pouco complexa para o entendi­mento leigo – o engenheiro explica que a partir da aplicação da “descoberta da inversão aos trabalhos de Aristóteles”, surge a física “desinvertida” defendida por Keppe, na qual o dilema “partícu­la-onda” da física quântica e a equivalência “matéria-energia de Einstein assumem nova perspectiva, em que a matéria nada mais seria do que energia do vácuo em ressonância aprisionada no tempo e espaço. Ou seja, a energia é que gera a matéria e não o contrário.

Sendo assim, sonhar com um motor perpétuo não seria algo tão distante da realidade, uma vez que a própria natu­reza, no caso, a da água-viva, também se reinventa.

QUESTIONAMENTOS DO ESPAÇO

Porque a comunidade científica não se manifesta publicamente a respeito de um motor que possa revolucionar o mundo de forma sustentável?

A energia dispersa no vácuo seria proveniente da perda natural provocada pela tensão da corrente elétrica do motor, conhecida como a segunda lei de Joule? Se afirma­tiva, a atividade do motor Keppe não passaria apenas da recaptura de energia desperdiçada por ele mesmo por um campo eletromagnético.

Consequentemente, não haveria energia pré-exis­tente no espaço. Soós propõe uma nova explicação baseado na Física desinver­tida de Keppe: “Os imãs de um motor não “geram” movimento a partir do seu magnetismo, mas “retransmitem” o movimento retirado da energia magné­tica existente no espaço”, explica.

Para o engenheiro, essa nova visão conceitual, apesar de muito sutil, é um marco para a Física ao redirecionar toda pesquisa tecnológica, inclusive a dos geradores e motores, pois nessa nova visão, até mesmo a eletricidade passa a ser redefinida como magnetismo do espaço aprisionado nos fios.

“Nessa fisica da “captação de energia” (desinvertida) em contraposição à físi­ca da “geração de energia” (tradicional), o fenômeno da ressonância assume um papel ainda mais vital, pois se sabe que no estado de ressonância um sistema oscilatório tem amplitude (eficiência) máxima. Sendo assim, todo sistema os­cilatório ou repetitivo, e estes incluem as máquinas e, em particular, motores, têm sua eficiência aumentada se tra­balharem no seu ponto de ressonância que chamamos de magneto-mecânica”, conclui.

Questionamentos não faltam, e Soós os compreendem como natural. “O ser humano tende rejeitar aquilo que lhe é estranho e é natural que algo novo e que ande na contramão do que é ensinado desde criança nas escolas tenha certa resistência de início. Entre­tanto, os resultados práticos das teorias desinvertidas de Keppe são reconheci­damente benéficos para toda a humani­dade, sem exceções, o que torna a resis­tência praticamente inexistente assim que se conhece o produto, no caso do Keppe Motor”, finaliza.

O NOVO GIRO PELO MERCADO

Embora os motores ainda pos­suam baixa potência, a associa­ção Stop, à qual pertencem os inventores, já está realizando novas fases de desenvolvimento na China para produção em massa de novos produtos.

Toda a linha de ventilação já está concluída, desde exaustores de banheiro e cozinha, até ventiladores oscilantes de 20 até 65 cm, ventiladores de teto diversos, ventiladores industriais de meio e um cavalo, climatizadores, etc.

“Além destes, já temos protótipos aprovados para aspiradores de pó, liquidificadores, bicicletas elétricas de baixa potência (250-350W) e diversos bombas hidráulicas, inclusive para uso acoplado o painéis fotovoltaicos”, conta Soós.

A empresa comercializa seus produtos no Brasil pela internet e fez parceria com o Ecostart Produtos Sustentáveis. Outros dois modelos de negó­cios, denominados Powered by Keppe Motor e Desenvolvimen­to de Linha de Produtos Exclusi­vos, estão em andamento com indústrias e marcas próprias de grandes varejistas.

Por enquanto, uma suposta energia no vácuo pode passar despercebida por fora da jane­la das escolas. Mas, se compro­vada em definitivo, irá fazer a ciência girar tão rápido quanto um ventilador e ainda gerar luzes no apagado combate a destruição do planeta.

Revista Corporate Office Premium – Outubro/2014

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