A Ciência da Energética: Uma Nova Física Desinvertida

A física a partir do século XX tem se apoiado em dois grandes pilares: a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, e a Teoria Quântica de Planck, Einstein, Bohr, De Broglie, Schrödinger, Heisenberg e outros.

Na primeira, massa e energia se relacionam conforme uma das mais famosas equações da física, E=mc 2 . Na segunda, a energia deriva de partículas quânticas, com ou sem massa, porém, de dimensões infinitesimais. Como consequência, quando se pensa em energia, pensa-se primeiramente em algum elemento material (sólido, líquido ou gasoso) do qual possamos extraí-la.

Partindo de estudos sobre as origens da filosofia e da ciência na Grécia Antiga, Keppe aponta um erro que Aristóteles cometeu ao formular a Metafísica, ciência que serviria de base para todas as demais até nossos dias, principalmente para a física, que acabou sendo a mais prejudicada.

Sendo um cientista da área da psicopatologia, Keppe fez em 1977, sua maior descoberta, a INVERSÃO, que se refere ao fenômeno psíquico de inverter a percepção da realidade de forma inconsciente. Para Keppe, todos os seres humanos sofrem, em maior ou menor grau, da inversão e, pelo fato de não a perceberem, colocam-na em seus trabalhos de forma a elaborar e desenvolver hipóteses, teses e ciências igualmente invertidas.

Como consequência, quanto mais uma ciência invertida se “desenvolve”, mais se torna prejudicial, a ponto de estarmos à beira de uma catástrofe ecológica, bem como ameaçados de autodestruição, como civilização. E tudo isso, sem nos darmos conta do que está errado.

Utilizando esta descoberta, Keppe percebeu que Aristóteles formulou um princípio metafísico de forma invertida ao afirmar que o ato viria da potência. Esta linguagem metafísica-filosófica pode ser traduzida como “a energia (ato) viria da matéria (potência)”, ou ainda, “a energia viria da diferença de potenciais”, pois Aristóteles identificou a matéria como elemento potencial.

Como se não bastasse, ainda segundo Keppe, Aristóteles desviou o estudo do atomismo com o seu hilemorfismo, uma doutrina filosófica que estabelece a duplicidade da substância, instituindo a noção errada de que matéria e forma são dois elementos distintos da mesma substância. Este pensamento desenvolveu a ideia de que matéria e energia deveriam ser tratadas como dois elementos distintos, porém sempre presentes, à semelhança de corpo e alma, sendo que isso pavimentou o caminho para Einstein concluir que massa e energia seriam equivalentes (E=mc 2 ).
Quando Niels Bohr elaborou seu Princípio da Complementaridade da física quântica,
considerou partícula (matéria) e onda (energia) como dois elementos distintos, porém complementares e sempre presentes, manifestando-se como partícula ou onda somente no momento do experimento. Na verdade, para Keppe, só há uma substância, que é a energia, que pode se manifestar como partícula, caso sua vibração interna seja reduzida.

A interpretação relativística de que a “energia é massa radiante e massa é energia
condensada” expressa muito bem o materialismo absoluto trazido por Einstein e sua ideia (invertida) de que a energia vem da massa. Vale ressaltar que, mesmo que um fóton (partícula de luz) não tenha massa, possui energia, mas esta viria de um ponto infinitesimal do espaço sem massa, uma ideia igualmente invertida. Keppe, apoiado na metafísica “desinvertida”, afirma que “o maior não vem do menor”, e por isso, jamais a energia poderia vir de um ponto infinitesimal, sendo que o próprio espaço vazio É pura energia. Mais certo seria dizer que a energia se manifesta na sua forma sensível e mensurável através de pontos infinitesimais do espaço.

Em outras palavras, para Keppe, a energia não nasce no quantum (com ou sem massa), mas é plena e contínua, existindo fora do tempo e espaço, e se manifesta de maneira quântica ou granular na nossa dimensão material do tempo e espaço através de vórtices.

Em 1991, após desinverter a metafísica aristotélica, Keppe toma contato com os trabalhos do grande inventor Nikola Tesla – pai da corrente alternada e dos motores a indução (os mais usados hoje em dia) – e percebe que ele já havia realizado inúmeras invenções de vulto baseado na ideia de que o vácuo, que corresponde à ausência total de matéria, é feito de energia. A tecnologia de Tesla usava um tipo diferente de energia, advinda da ressonância de “ondas eletromagnéticas longitudinais”, a qual denominou inicialmente de energia radiante.

Alguns pesquisadores não ortodoxos da física passaram a denominar esta energia radiante de Tesla de “Energia Escalar”, um termo que se refere a uma forma de energia “não vetorial”, ou seja, de origem transcendente, fora do tempo, espaço, matéria e movimento.

Baseado na desinversão da metafísica e na descoberta da Energia Escalar de Tesla, Keppe acrescenta o termo “Essencial” para rebatizá-la de Energia Escalar Essencial (E.E.E.), isso porque sem ela nada pode existir, e desenvolve em seu livro “A Nova Física da Metafísica Desinvertida”, novos princípios sobre os quais, a ciência da física deverá se basear para guiar novas descobertas e tecnologias que estejam mais de acordo com o ser humano e a natureza.

O KEPPE MOTOR é fruto deste trabalho.

 

Pela ciência da Energética de Keppe podemos concluir que:

1) A massa e, consequentemente a matéria, advém da energia do espaço, e ambas não são equivalentes. A energia (escalar de Tesla, ou essencial de Keppe) é hierarquicamente superior e sempre existe onde não há matéria (partículas), porém nem sempre há matéria – ou poderá haver – onde há energia.

A matéria simplesmente capta energia essencial e desprende energia secundária segundo a ressonância de sua estrutura interna. Um exemplo disso seria o ímã permanente, que captaria a energia essencial de fora e a retransmitiria ao tempo-espaço na sua forma de campo magnético mensurável.

2) Existe apenas uma única substância, a Energia Escalar Essencial (E.E.E.) – termo keppeano para a energia escalar de Tesla, que é transcendente (não-material, não-temporal e não-espacial) e que produz a massa (e matéria) através do fenômeno da ressonância. Para Keppe, matéria é uma ressonância da Energia Escalar Essencial aprisionada no tempo e no espaço.

3) As energias captadas pelos cinco sentidos do ser humano e detectáveis por instrumentos não são essenciais, correspondendo todas elas a subprodutos da energia primária (E.E.E.). Isso implica que a tecnologia baseada na obtenção de movimento através da diferença de potenciais de energias secundárias (gravidade, eletricidade, energia nuclear, eletromagnetismo etc.) deverá ser substituída pela tecnologia de captação direta da energia primária (E.E.E.) através do fenômeno da ressonância.

4) A E.E.E. tem duas componentes, ação e complementação, que correspondem aos dois sentidos que compõem a ressonância. Aqui entra para Keppe o conceito de “Potencial Puro”, correspondendo à ideia de que a diferença de potenciais da física causa entropia acelerada do sistema pelo uso da energia apenas em um sentido (ex. a eletricidade desgastando uma carga por efeito Joule).

Quando o sistema está em ressonância, tem sua entropia minimizada e eficiência maximizada, justamente porque o sistema passa a se beneficiar das duas componentes complementares de ação e complementação. O potencial puro pode ser visto como um vórtice causado pela ressonância do sistema e por onde passa a E.E.E.

As bases científico-filosóficas para o melhor entendimento dessas informações podem ser encontradas no livro A Nova Física da Metafísica Desinvertida, de autoria de Norberto R. Keppe.